sábado, 13 de junho de 2015

Natural.

Essa chuva que lava vielas
Esse vento que harmoniza
O pó que invade a cozinha
Tão natural quanto a luz do dia.

Tu vem e vai, fecha a porta
Tranca, abre, fecha, me deixa à sorte.
Tu vem e vai, não me visita
Tão natural quanto a luz do dia.

Tu fala de mim pro teus amigos
Como quem não quer nada
Troféuzinho de balcão
Medalha de latão.
Tão natural quanto a luz do dia
Tu vem e volta, ventos... Tô tão cansado... Tão natural quanto o fim dos tempos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Fire (7)

A madrugada corria e o frio os abraçava, os três já se preparavam pra dormir, Robert ja dormia e ainda tiritava de frio, mesmo coberto e com Lile o abraçando.
- Não é melhor o levarmos a um hospital? Perguntou Louis.
- Ele vai ficar bem... Agora me conta.
- Contar o que?
- Não se faça de burro.
- Não sei do que...
- É aquela loira azeda não é?  Eu juro que vou estrangular ela, quem ela pensa que é pra se meter com meu irmão? Louis, eu juro pela minha mãe que se ela o fizer chorar vou arrancar aqueles peitos murchos dela na base da faca!
Louis a olhava estarrecido, podia jurar que seus olhos estavam refletindo a cor de seus cabelos.
- Calma Lile...
- Calma? Meu irmão é a melhor pessoa desse mundo, ela não tem direito de fazer isso com ele. Louis colocou as duas mãos no rosto de Lile, ela fechou os olhos e suspirou devagar. Louis a beijou.
- Ele precisa do seu apoio agora, acho que ele é adulto o suficiente pra resolver isso sozinho. Lile o olhou com cara feia, se soltou de Louis e deu as costas.
- Você não o conhece.
O silêncio ficou ali por alguns minutos, Lile, que já abraçava Robert, olhou para Louis.
- Vai ficar dormindo aí sentado?
- Não.
- Então deite conosco. Pode abraçar Robert e o deixar no meio, assim ele me abraça. Louis pensou um pouco.
- Isso parece estranho, não sei se ele gostaria.
- Somos amigos não somos?
- Somos.
- É estranho pra você abraçar um amigo?
- Não.
- Pode abraçar o Rob?
Louis fez que sim. Deitou do lado de Robert e o abraçou. Após algum tempo sentiu que Robert parou de tremer. Fechou os olhos.

Acordou com Lile e Robert arrumando a mochila. Tomou um gole de café que estava sendo esquentado na última fogueira e arrumou suas coisas.
- Como se sente Robert? Louis perguntou.
- Bem, só com dor de cabeça. Incomodei muito?
- Não, gostei muito de vir com vocês.
- Quer tomar banho lá em casa? É mais perto do que sua casa afinal, e você pode tirar um cochilo. Lile não aparentava estar brava. Louis aceitou.

No caminho de volta, apesar de dizer que não lembrava muita coisa, Robert parecia cabisbaixo, parecia estar em guerra consigo mesmo. Louis e Lile conversavam sobre astrologia. O sol já aquecia os cantos umedecidos das esquinas e o topo dos prédios, estavam de volta na selva de pedra. Chegaram em casa, jogaram as mochilas pesadas no chão e sentaram no sofá, exceto Robert, que foi direto ao banheiro.
- Preciso de um banho.
- Logo mais também vou. Disse Lile.
Louis esperou Robert entrar no banheiro e comentou:
- Vocês tomam banho juntos?
- Somos irmãos, não tenho vergonha. Se quiser tomar banho conosco...
Louis ficou em silêncio, não quis acreditar muito na oferta que acabara de ouvir.
- Você diz... Com vocês dois ao mesmo tempo?
- Sim.
- Desculpe, sou um pouco tímido.
Lile riu.
- Vou deixar a porta aberta. E foi. Podia ouvir o barulho dela entrando na água. Estava tentado, não podia negar, ficou ouvindo os dois conversarem perto da porta, até que entrou no banheiro. Os dois permaneceram olhando Louis, cada um em uma extremidade da banheira.
- A água está ótima. Robert convidou.
- Tudo bem, só me senti um pouco solitário na sala.
- Não está mais, aqui vai se sentir menos ainda, Louis. Lile tinha um olhar diferente, diferente do que já tinha percebido nela, Robert parecia o mesmo de sempre. Louis pensou com os próprios botões por algum tempo e decidiu entrar. Ficou de cueca, notou que ambos estavam nus, tentou não pensar no assunto. Ficou entre eles, pela lateral. Lile o puxou pra perto dela e o abraçou por trás, Louis sentia os seios de Lile em suas costas, continuou não pensando nisso.
- Não é tão ruim, é? Lile perguntou.
- Não... É... Interessante.
Silencio. Lile e Robert gargalharam.
- Interessante... Que tipo de resposta é essa? Lile continuava a rir.
- Deixe ele Lile. Robert acendeu um cigarro.
Lile começou a esfregar as costas de Louis, ele ainda tentava não pensar no assunto. Percebeu que Lile se apoiou de joelhos, começou a beijar seu pescoço enquanto lavava seus ombros. Louis já não conseguia mais não pensar no assunto.
- Lile...
- O que foi? Perguntou ela enquanto beijava seu pescoço.
- Eu me sinto... Eu estou...
-  Excitado? Perguntou Robert.
Louis parecia estarrecido, não respondeu.
- É completamente normal, não deveria se envergonhar. Robert continuou fumando seu cigarro.
Louis também sentiu que Lile começava a empurra-lo para o meio com as duas mãos em suas costas, bem devagar. Louis sentia uma mistura de medo e tesão. Quando seu joelho encostou na perna de Robert, percebeu que estava perto demais dele. Tentou se segurar com as mãos no fundo da banheira, mas escorregava, quando o contato visual com Robert já o dava arrepios e sua pele já encostava com a dele em varias ocasiões, Lile abraçou Louis.
- Amo vocês, sabiam?
- Também te amo, irmã. Robert estendeu a mão até Lile, deixando seu braço solto nos ombros de Louis. Louis estava sem fôlego. Levantou da banheira sem falar nada, se enrolou em uma toalha e saiu.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Fire (6)

A noite se aproximava, Louis havia voltado para casa e arrumava suas coisas, pensava no beijo que deu em Lile e de como deveria ser daqui pra frente, se ela era do tipo que se apegava ou não, não parecia. Se perguntava se Robert se importava mesmo ou não, e se iria sentir algo, já que não beijava alguém a um bom tempo. Seu pai o observava enquanto ele procurava algumas coisas.
- Me lembro de quando íamos acampar com sua mãe nas montanhas. Silêncio.
- Fico feliz em ter arrumado novos amigos, espero que esqueça Elisabeth.
Louis deixou cair a lanterna que tinha encontrado.
- Louis?
- Não falamos sobre a mamãe, não falamos de Elisabeth.
Seu pai suspirou, deu meia volta e fechou a porta.

Indo para a floresta, Robert, Lile e Louis já acendiam um beck, combinavam jogos e cantavam The Smiths, banda favorita de Lile.
Lile e Louis esperaram na esquina da entrada improvisada por Robert, enquanto ele dava a volta pelo quarteirão para verificar se policiais estavam rondando. Adentraram o local por uma trilha fechada, cortando alguns galhos que obstruiam a passagem. Chegaram em lugar marcado e aberto, como uma cúpula no meio da floresta. Haviam mesas e bancos improvisados de troncos, todos feitos por Robert, algumas escritas nas madeiras, provavelmente feitas por outros grupos que passaram por ali antes. Estenderam um pano no chão, deixaram comida, bebida e as drogas ali, Robert montava a barraca enquanto Lile fazia a fogueira, Louis se sentia um pouco inútil.

Assim que terminaram os afazeres, se puseram a beber e fumar, Louis contou algumas coisas que não havia contado e nem pensava contar para ninguém, coisas sobre sua mãe, Elisabeth, sobre si mesmo. Ouviu de Lile e Robert sobre seus passados, do que pretendem pro futuro.

Com o efeito do álcool e da chapação, o trio se sentia mais livre pra tudo, Lile teve a ideia de jogar uma espécie de quiz, onde quem errasse perderia uma peça de roupa, o tema era de livre escolha, com o frio que fazia, ninguém se arriscava a errar. Giravam a garrafa, a base pergunta pro bico. Lile > Robert.
- Qual a capital da Mongólia?
- Que?
- Ulan Bator, tira uma peça de roupa. Louis ria. Robert fez cara feia e tirou os sapatos.
Louis > Lile.
Louis pensou um pouco, olhou para Robert e sorriu.
- Quantas especies de borboletas podem ser encontradas na floresta amazônica?
- Isso é um complô? Perguntou Lile.
- Sabe?
Lile tentou recordar algo que Robert havia lhe explicado, mas se limitou a chutar um palpite.
- 300... Sei lá.
- 1.800.
Lile suspirou, tirou a blusa de cara. Louis olhou para outro lado, os cabelos vermelhos de Lile pendiam sobre seu pálido ombro.
Louis > Robert.
- Em que ano foi inaugurada a torre Eiffel? Robert sorriu.
- 1889. Você consegue elaborar perguntas melhores. Tira a blusa.
- Mas eu não errei nenhuma pergunta. Protestou Louis.
- Bebe um pouco, fuma mais e tira a blusa. Lile apoiava. Louis que já sentia um pouco de frio, tomou coragem e o fez.
Lile > Robert.
- Essa garrafa está comprada, não é possível. Lile ria.
- Quem era o arquiteto na construção da torre Eiffel?
Robert fitou o vazio, parecia buscar a resposta.
- Droga!... Não sei.
- Stephen...
- Sauvestre. Completou Robert.
- Tarde demais, irmão.
Robert suspirou, tirou a blusa e a regata. Louis não pode deixar de notar, as costas de Robert tinham varias pintas, algumas no peito, se sentia estranho por ficar olhando e disfarçou.
- Olhar não tira pedaço Louis. Brincou Lile.
- Eu não... Esquece.

Se cansaram do jogo, Louis permanecera com uma camiseta e se cobria com um cobertor, tinha acertado todas. Lile só errou aquela, estava de sutiã e também se cobrindo, já Robert errou todas, usava só uma cueca samba-canção e bebia para esquentar, não parecia se preocupar. Robert notou que a fogueira estava fraca e não havia muita lenha, se adentrou na floresta a procura de alimento pra fogueira. Lile e Louis ficaram conversando, se beijaram, riam, não notaram a demora de Robert. Até Lile se dar conta.
- Louis... Rob está demorando muito.
- Tem razão, vou buscá-lo. Fique aqui.
Louis tomou a mesma direção que Robert, após alguns minutos de caminhada, o viu escorado em uma árvore, estava de cabeça baixa, mais pálido que o normal. O amontoado de galhos que havia recolhido estava em seus pés. Louis foi ao seu encontro às pressas.
- Robert? (Colocou a mão em seu rosto) Você está parecendo um iceberg. O que foi?
- Eu sou mesmo um idiota, pequeno Louis. Ele tossia e limpava o rosto, parecia chorar mas não queria demonstrar.
- O que aconteceu Robert? Você está bêbado? Robert riu, passou a mão no rosto de Louis.
- Acho que sim.
- Vamos voltar pro acampamento, você precisa se esquentar.
- Não! Lile não pode me ver assim.
- Ela é sua irmã, vai entender.
- Você não entende... Louis... Eu amo ela, e ela não me ama.
- De quem você está falando?
- Como de quem? Da Marie. Ela me deu um fora, depois de tudo, disse que eu não tenho futuro, e que ela quer algo estável, mas eu tenho planos, não sou um desses sem futuro, Louis.
- Não, não, não... Você não é sem futuro, ela está errada. Aposto que ela vai perceber e vai correr atrás de você novamente.
- Eu gosto dela Louis, como nunca gostei de ninguém. Eu quero ser pra ela o que os outros não foram, eu sou essa pessoa, eu tenho que cuidar dela, de Lile...
Louis não sabia mais o que fazer, pegou a lenha do chão e com o outro braço serviu de apoio para Robert, tarefa árdua.
- Escuta, se você não quer que Lile te veja assim, enxuga as lágrimas. Você está bêbado, quando você ficar normal, eu vou te contar e você vai dar risada. Eu sei porque eu e Elisabeth fazíamos isso o tempo todo.
- Quem é Elisabeth? Robert perguntou enquanto tiritava. Louis fechou os olhos e abraçou Robert.
- Vai ficar tudo bem, Robert.
Quando voltaram, Lile veio ao encontro de Robert.
- Quer me matar do coração? Achei que tinham te raptado.
- Estou bem. Lile o fitou. Colocou a mão em seu rosto. Sua expressão mudou na hora.
- O que foi Rob?
- Ele está bêbado, acho que se perdeu. Não é nada demais. Lile os olhou desconfiada, não gostava de sentir que lhe escapava algo na história. Pegou uma coberta e cobriu Robert, sentaram em roda perto da nova fogueira, lhe ofereceu comida e café. Robert pôs seu rosto no ombro de Lile e ali ficou. Lile olhava para Louis, como se o interrogasse.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Nada com nada.

O mundo gira e gira, você fica tonto
Cai sentado, se finge de morto
Não quer levantar, não quer ler poesia, não quer estudar, não quer ir no mercado, não quer ser amado.
Pede pra ele sair do seu pé, pra ir embora, antes que ele te tire de nós, te tire de mim.
O mundo gira e gira, você fica tonto, se escora no muro, faz cara feia, não limpa a teia, não atende o telefone, não diz o que quer.
O mundo gira e gira, você fica tonto, mas você não quer nada, nada com nada, e eu quero tudo.

Fire (5)

A noite havia dado o ar da graça, mas a tristeza ali já reinava. Louis fitava a parede do quarto e tinha vontade de pular da janela de um 8° andar de tanta angústia. Toda essa onda de apatia foi interrompida pelo toque da campainha. Esperou que seu pai atendesse, não queria ver parentes hoje.

- Louis. Você tem visita. Seu pai alertou.
Louis respirou fundo, desceu as escadas quase se arrastando, mas logo tudo mudou quando viu quem era. A dupla em chamas. Robert tinha alguns curativos na cara e seu olho estava completamente roxo, mas sorria, Lile, meiga como sempre servia de apoio.
- Viemos agradecer Louis por ter nos ajudado hoje, se ele não tivesse pedido apoio, talvez as coisas teriam sido bem piores. Robert dizia enquanto olhava para um Louis envergonhado.
- Isso mesmo, gostaríamos de saber se o senhor deixa ele ir a nossa casa agora, o trazemos de volta em segurança. Lile parecia convicta. O pai de Louis olhou para trás, Louis sorriu encabulado.
- Por mim tudo bem.
Lile sorriu, Robert também, notou que ao sorrirem, Lile sempre mostra os dentes, Robert não. Pequenos detalhes que começava a prestar atenção. No caminho para a casa dos irmãos, conversavam:
- Perdão por ter fugido, entrei em pânico.
- Falávamos sério quando disse que somos gratos, você chamou o diretor, foi melhor do que ter ido brigar conosco. Lile sorriu.
Louis sabia que não foi bem assim, sorriu sem graça e coçou a cabeça. Mas se sentia melhor com os dois por perto.
- Vamos pedir uma pizza lá em casa, assim você aproveita e conhece o lugar, espero que você vá mais vezes. Robert passou a braço pelo pescoço de Louis e agora usava os dois como apoio. Riam.
- Daqui algum tempo essa mancha roxa vai combinar com seu cabelo, Rob. Lile ria.

O lugar onde moravam era simples, porém bem arrumado, era um conjunto de pequenos cômodos que ficava a algumas quadras do colégio mas na direção oposta de Louis. Moravam no segundo andar desse conjunto, as paredes estavam um pouco mofadas e precisavam de uma pintura nova. Quando entrou no pequeno apartamento, a visão era outra. Parecia novo. Robert havia pintado as paredes recentemente, tinham alguns moveis velhos, dois sofás convidativos marrons de couro. Para a direita, o quarto que Lile e Robert dividiam, também para a direita, a cozinha, em frente, uma porta que provavelmente daria acesso ao banheiro. As paredes possuíam alguns quadros, fotos de família, e uma coleção invejável de borboletas, das mais coloridas Amadrias, até as mais cintilantes Morphos. Grandes, pequenas, algumas cinzas, outras brancas, outras com incontáveis cores, provavelmente borboletas que só aparecem na Romênia ou região. Louis parecia encantado com tudo.
- Gostou? Perguntou Robert.
- São suas?
- Sim, gosto muito delas, vivas e mortas, mas as que estão aí já encontrei mortas, não pense que sou assassino de borboletas. Riu.
- São lindas.
Lile voltou segurando 3 cervejas, a pizza já estava a caminho. Puseram almofadas no chão e discutiram como seria o acampamento. Seria no dia seguinte, de noite, dormiriam lá mesmo, comida, barraca, álcool, tudo resolvido.
- E maconha? Perguntou Lile.
- Amanhã eu consigo com o John. Robert respondeu.
Louis estava ansioso, apenas sorria e concordava com tudo.
- Já fumou alguma vez?
- Não.
- Não é grande coisa, talvez te faça rir. Lile arrumou a franja de Louis.
- Eu tô precisando mesmo rir. Louis fitou e teto e suspirou, Robert e Lile trocaram olhares.

No dia combinado, Lile e Louis foram direto para a casa dos irmãos, Louis ofereceu ajuda para arrumar tudo, já que Robert estava na livraria. Enquanto Louis separava utilidades necessárias para um acampamento de um baú velho, Lile preparava um café. Depois de tudo arrumado, Lile e Louis se puseram a ver fotos de infância e adolescência dos irmãos. Fotos de um lugar aparentemente afastado da área urbana, cavalos, sorrisos e caretas. Fotos não tão antigas também, onde Lile e Robert tinham o cabelo escuro, quase irreconhecíveis.
- Esse é Rob com a ex dele. Prefiro ela do que aquela loira azeda da Marie. Louis riu.
- Essa sou eu na escola de lá, um festival de dança.
- Que bonita. Louis disse sem filtros, apenas folheando o álbum. Lile sorriu.
- Sou mesmo bonita?
Louis tirou os olhos do álbum e colocou-os em Lile.
- Por que a pergunta?
- As meninas da nossa turma não me acham.
- Elas tem inveja. Louis respondeu sereno, Lile parecia desabrochar com o elogio. Ficaram em silêncio por algum tempo.
- Já beijou alguma garota? Lile perguntou. Louis corou.
- Algumas... Por que?
- E garotos? Lile riu. Louis parecia um pimentão agora.
- N... Não.
Lile gargalhou. Louis sorria envergonhado. Depois de mais algum tempo em silêncio, Lile colocou sua mão sobre a mão de Louis.
- Eu gosto de você, Louis.
Louis a fitava um pouco sem fôlego, tentou colecionar as palavras, que agora pareciam flutuar de sua mente.
- Também gosto de você.
Lile sorriu, se aproximou de Louis, acariciou seu rosto e o beijou, Louis, um pouco anestesiado, correspondeu, seu coração pulsava sem controle, parecia um primeiro beijo. Louis a interrompeu subitamente.
- E se Robert nos vir?
- Qual o problema?
- Ele é seu irmão.
- Eu sei disso... Louis, está tudo bem, eu e Robert não temos segredos um com o outro, nem censuras. Louis sorriu sem graça, dessa vez foi ele que a beijou.