quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Esse texto não precisa de título.

Às duas da manhã fui bolar um e ver as estrelas. Tinha algo naquelas cores, naquele brilho, tudo estava bem nítido... Talvez seja tudo refletido pelo o que eu estava sentindo naquele momento. Eu estava feliz, em paz. É raro, frestas e faixas de luzes aleatórias. Um júbilo em acreditar que valia a pena escrever, que tudo tinha um propósito, que a poesia era válida e me completava. Viajei em piscadas cintilantes, pensando em todos as futuras jornadas com meus amigos, de todos os lugares que ainda iria desvendar sozinho. Um cigarro todo foi consumido em meus dedos em meio dos meus devaneios. Pairava, entre as constelações e o escuro da noite, e de repente caí, de cara no chão. Limpei o rosto e voltei pro meu apartamento apertado.
Há um caminho que eu sigo
Quando a amargura me faz de refém
Quando me sinto bem por estar vivo
Quando me sinto vivo por estar bem.

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